Hoje, tive uma conversa com um amigo bem íntimo que de vez em quando aparece e reaparece para mim, ele mora longe e tão perto, aqui dentro de mim.
O tema das virtudes está presente na vida desse meu amigo há uns longos anos. Ele diz: tento sempre pô-las em prática, em tudo que eu faço, em cada gesto, em cada ação, em cada interação. É difícil reconhecê-las verdadeiramente e potencializá-las. Se reconheço em mim o afeto, como ser sempre afetuoso? Se reconheço em mim a justiça, será que posso sempre ser justo? Se penso que sou irreverente e alegre, o que preciso fazer para que a irreverência e a alegria nunca se afastem de mim? É um processo, sempre, um processo árduo que acredito ser um dos grandes desafios da minha existência. Lembro sempre de um trechinho de uma música: "Ninguém aqui é anjo ou demônio, nem sabe a receita de viver feliz, não dá pra separar o que é real do sonho....". Esse é o jogo. Viver sendo fiel aos seus reais anseios mesmo que não sabemos exatamente quais são. Agindo e refletindo, buscando o melhor, buscando sair da crise barroca que está presa dentro da gente.
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